Início Vladimir Brichta A peça ‘A Máquina’ estreia 09 de outubro em São Paulo

A peça ‘A Máquina’ estreia 09 de outubro em São Paulo

682
0
Foto: Rafael Brito

A MÁQUINA VOLTA AO PRESENTE

Longe que só a gota no tempo é muito mais longe que só a gota do que longe que só a gota no espaço (Antônio de Dona Nazaré)

Exatamente 25 anos depois de sua estreia no galpão do Armazém 14, no Recife, A Máquina, premiado espetáculo adaptado do romance homônimo de Adriana Falcão, e dirigido pelo renomado encenador pernambucano João Falcão, volta aos palcos do Brasil. A peça marcou a história da dramaturgia brasileira por sua inventividade e revelou ao país os talentos de um quarteto pouco modesto: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gustavo Falcão e Vladimir Brichta – até então desconhecidos do grande público.

Era extraordinário que João, na época o diretor mais em evidência no Brasil quisesse fazer uma peça conosco. De repente a gente estava no mundo, A Máquina trouxe o mundo pra gente. (Wagner Moura)

O enredo convida o espectador a adentrar a fictícia cidade de Nordestina, um lugar comum, sem recursos, como tantas cidades do interior do Brasil, onde o jovem Antônio decide mudar seu destino — e o do mundo — para impedir a partida de sua amada Karina. Para isso, promete o impossível: viajar no tempo e trazer o mundo até sua cidade.

Era a história desse homem que queria fazer com que seu amor permanecesse em Nordestina, na terra deles, e pra isso ele ia pro futuro. E a gente pensava muito nisso, qual era o futuro que a gente queria construir. (Lázaro Ramos)

Na nova montagem Antônio ganha vida através dos jovens atores Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto, do celebrado e premiado coletivo Ocutá (O Avesso da Pele). Karina, por sua vez, será interpretada por Agnes Brichta, filha do ator Vladimir Brichta, um dos Antônios na montagem original.

Vinte e cinco anos depois da estreia no Recife, João Falcão se sentiu novamente desafiado a reconstruir aquela enorme engrenagem (mais de 600 quilos de cenário), um palco giratório que representa a passagem deste que Maria Bethânia chama de compositor de destinos, o tempo. Ao contrário de outras montagens suas de sucesso, como A dona da história (1997), Uma noite na lua (1998) e Gonzagão – A lenda (2015), “A Máquina foi muito mais falada do que vista”, conta João. Isso porque os limites da estrutura cenográfica – que comportava um público reduzido a cada sessão – e a agenda cada vez mais disputada dos atores, acabaram por aguçar ainda mais a curiosidade de muitos sobre o porquê do sucesso da peça. “Chegou a hora de mais gente conhecer Nordestina e a história de Antônio e Karina.”

A Máquina renasce em São Paulo, dia 8 de outubro, no novíssimo TEATROIQUÈ. A peça segue em cartaz até dezembro, e deve circular nas principais capitais do país a partir de 2026.

Que bons ventos façam girar essa nova máquina, com esses novos Antônios e essa nova Karina (Adriana Falcão)

Serviço Temporada:

TEATROIQUĖ (Rua iquiririm, 110 – Vila Indiana – Butantã – São Paulo)

DE 09 de Outubro de 2025 A 14 DE DEZEMBRO DE 2025 – Quinta a Domingo.

Quintas e Sextas às 21h, Sábados às 18h e 21h e aos domingos às 18h.

Ingressos: R$150, à venda pelo Sympla.

Lotação 200 lugares

Duração: 70 minutos

No dia 25/10 não haverá espetáculo

 

FICHA TÉCNICA

Baseado no livro de Adriana Falcão

Adaptação e Direção: João Falcão

Elenco: Agnes Brichta, Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto

Co-diretor e Preparador Corporal: Gustavo Falcão

Cenografia: João Falcão e Vanessa Poitena

Figurino: Chris Garrido

Visagismo: Louise Helène

Trilha Sonora Original: Dj Dolores

Direção Musical: Ricco Viana

Desenho de Som: Raul Teixeira / Edézio Aragão

Desenho de Luz: Cesar de Ramires

Assistente de Direção e Comunicação: Duda Martins

Assistente de Direção: Jofrancis

Assistente de Figurino: Maria Helena Alcântara

Operador de Luz: Daniel Galván

Operador de Som: Thiago Schin

Equipe Cenotécnica: Cia Malagueta

Design de Projeto Gráfico: Helbert Rodrigues

Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação

Direção de Produção: Clayton Marques

Coordenação de Produção: Oliver Tibeau

Assistente de produção: Daniel Bianchi

Co-realização: Coletivo Ocutá / TeatroIquè

Realização: MaquinaMaquina Produções

Idealização: Clayton Marques e Coletivo Ocutá

 

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui