A MÁQUINA VOLTA AO PRESENTE
Longe que só a gota no tempo é muito mais longe que só a gota do que longe que só a gota no espaço (Antônio de Dona Nazaré)
Exatamente 25 anos depois de sua estreia no galpão do Armazém 14, no Recife, A Máquina, premiado espetáculo adaptado do romance homônimo de Adriana Falcão, e dirigido pelo renomado encenador pernambucano João Falcão, volta aos palcos do Brasil. A peça marcou a história da dramaturgia brasileira por sua inventividade e revelou ao país os talentos de um quarteto pouco modesto: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gustavo Falcão e Vladimir Brichta – até então desconhecidos do grande público.
Era extraordinário que João, na época o diretor mais em evidência no Brasil quisesse fazer uma peça conosco. De repente a gente estava no mundo, A Máquina trouxe o mundo pra gente. (Wagner Moura)
O enredo convida o espectador a adentrar a fictícia cidade de Nordestina, um lugar comum, sem recursos, como tantas cidades do interior do Brasil, onde o jovem Antônio decide mudar seu destino — e o do mundo — para impedir a partida de sua amada Karina. Para isso, promete o impossível: viajar no tempo e trazer o mundo até sua cidade.
Era a história desse homem que queria fazer com que seu amor permanecesse em Nordestina, na terra deles, e pra isso ele ia pro futuro. E a gente pensava muito nisso, qual era o futuro que a gente queria construir. (Lázaro Ramos)
Na nova montagem Antônio ganha vida através dos jovens atores Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto, do celebrado e premiado coletivo Ocutá (O Avesso da Pele). Karina, por sua vez, será interpretada por Agnes Brichta, filha do ator Vladimir Brichta, um dos Antônios na montagem original.
Vinte e cinco anos depois da estreia no Recife, João Falcão se sentiu novamente desafiado a reconstruir aquela enorme engrenagem (mais de 600 quilos de cenário), um palco giratório que representa a passagem deste que Maria Bethânia chama de compositor de destinos, o tempo. Ao contrário de outras montagens suas de sucesso, como A dona da história (1997), Uma noite na lua (1998) e Gonzagão – A lenda (2015), “A Máquina foi muito mais falada do que vista”, conta João. Isso porque os limites da estrutura cenográfica – que comportava um público reduzido a cada sessão – e a agenda cada vez mais disputada dos atores, acabaram por aguçar ainda mais a curiosidade de muitos sobre o porquê do sucesso da peça. “Chegou a hora de mais gente conhecer Nordestina e a história de Antônio e Karina.”
A Máquina renasce em São Paulo, dia 8 de outubro, no novíssimo TEATROIQUÈ. A peça segue em cartaz até dezembro, e deve circular nas principais capitais do país a partir de 2026.
Que bons ventos façam girar essa nova máquina, com esses novos Antônios e essa nova Karina (Adriana Falcão)
Serviço Temporada:
TEATROIQUĖ (Rua iquiririm, 110 – Vila Indiana – Butantã – São Paulo)
DE 09 de Outubro de 2025 A 14 DE DEZEMBRO DE 2025 – Quinta a Domingo.
Quintas e Sextas às 21h, Sábados às 18h e 21h e aos domingos às 18h.
Ingressos: R$150, à venda pelo Sympla.
Lotação 200 lugares
Duração: 70 minutos
No dia 25/10 não haverá espetáculo
FICHA TÉCNICA
Baseado no livro de Adriana Falcão
Adaptação e Direção: João Falcão
Elenco: Agnes Brichta, Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto
Co-diretor e Preparador Corporal: Gustavo Falcão
Cenografia: João Falcão e Vanessa Poitena
Figurino: Chris Garrido
Visagismo: Louise Helène
Trilha Sonora Original: Dj Dolores
Direção Musical: Ricco Viana
Desenho de Som: Raul Teixeira / Edézio Aragão
Desenho de Luz: Cesar de Ramires
Assistente de Direção e Comunicação: Duda Martins
Assistente de Direção: Jofrancis
Assistente de Figurino: Maria Helena Alcântara
Operador de Luz: Daniel Galván
Operador de Som: Thiago Schin
Equipe Cenotécnica: Cia Malagueta
Design de Projeto Gráfico: Helbert Rodrigues
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação
Direção de Produção: Clayton Marques
Coordenação de Produção: Oliver Tibeau
Assistente de produção: Daniel Bianchi
Co-realização: Coletivo Ocutá / TeatroIquè
Realização: MaquinaMaquina Produções
Idealização: Clayton Marques e Coletivo Ocutá







