Hoje, o Drivla completa 11 anos.
Quando o site nasceu, em julho de 2015, a proposta era bastante simples: criar um espaço dedicado a reunir notícias, entrevistas, fotografias, trabalhos e informações sobre a trajetória artística de Adriana Esteves e Vladimir Brichta. Era, acima de tudo, uma iniciativa movida pela admiração por dois artistas cujas carreiras sempre acompanhei de perto e pelos quais desenvolvi, ao longo dos anos, enorme respeito profissional e pessoal enquanto espectadora.
O que eu não poderia imaginar naquele momento era que aquele projeto ocuparia um espaço tão significativo na minha vida e, de certa forma, também na vida de tantas outras pessoas. Onze anos depois, olhar para a trajetória do Drivla é revisitar não apenas as carreiras de Adriana e Vladimir, mas também um período importante da minha própria história.
Ao longo desses anos, o site esteve presente acompanhando estreias, personagens marcantes, premiações, novos projetos e momentos decisivos das trajetórias de ambos. Em um contexto marcado pela ausência de canais oficiais dos artistas nas redes sociais, o Drivla acabou assumindo um papel que inicialmente jamais esteve nos planos: tornar-se um espaço de referência para fãs, admiradores e até mesmo profissionais da imprensa interessados em acompanhar e consultar informações sobre seus trabalhos.
Talvez esse tenha sido um dos reconhecimentos mais importantes que o projeto recebeu ao longo do tempo. A credibilidade não surge de forma imediata e tampouco se sustenta apenas pelo entusiasmo de quem produz conteúdo. Ela é construída diariamente, através da responsabilidade com a informação, da preocupação com a apuração, da preservação da memória dos trabalhos realizados e do compromisso permanente com a qualidade do material publicado. Saber que o Drivla conquistou esse espaço e essa confiança ao longo de mais de uma década é motivo de orgulho e, sobretudo, de enorme gratidão.
Mas, se existe algo capaz de superar qualquer número de acessos, qualquer estatística ou qualquer reconhecimento conquistado pelo site, certamente são as relações humanas construídas ao longo dessa caminhada. O Drivla aproximou pessoas, criou laços, proporcionou amizades que levarei para a vida inteira e me permitiu viver experiências que jamais poderiam ser imaginadas naquele julho de 2015, quando tudo começou de maneira tão despretensiosa.
Cada pessoa que visitou o site, compartilhou uma publicação, enviou uma mensagem, corrigiu uma informação, sugeriu uma pauta ou simplesmente escolheu acompanhar essa trajetória contribuiu, de alguma maneira, para a construção da história do Drivla. Projetos independentes raramente são obras solitárias; eles sobrevivem porque encontram pessoas dispostas a caminhar junto, a incentivar, a apoiar e a acreditar em sua importância.
Por isso, ao completar 11 anos, o sentimento predominante é o da gratidão. Gratidão por todas as amizades construídas ao longo desse percurso, pelas oportunidades que surgiram através do site, pelas experiências vividas e pelas memórias que nasceram a partir dele. E, naturalmente, gratidão também a Adriana Esteves e Vladimir Brichta que, mesmo sem terem qualquer participação direta na criação do projeto, continuam sendo a razão pela qual ele existe e permanece ativo depois de mais de uma década.
Manter um projeto independente durante onze anos está longe de ser algo simples. Houve períodos de entusiasmo e celebração, mas também momentos difíceis, fases de desgaste e dias em que seguir adiante exigiu mais persistência do que inspiração. Ainda assim, o significado que o Drivla adquiriu ao longo do tempo sempre falou mais alto do que qualquer dificuldade encontrada no caminho.
Hoje, olhando para trás, existe orgulho pela história construída até aqui, mas existe também a consciência de que o Drivla cresceu e amadureceu junto comigo. De certa forma, acompanhar a trajetória do site é também acompanhar parte importante da minha própria trajetória ao longo desses últimos onze anos.
Que o futuro reserve novos trabalhos, novos personagens, novos projetos e novas histórias para serem acompanhadas e registradas. Afinal, depois de onze anos, talvez a maior conquista do Drivla seja justamente continuar encontrando razões para seguir em frente, preservando memórias, celebrando trajetórias e compartilhando com tantas pessoas a admiração que esteve na origem de tudo isso.
Feliz aniversário, Drivla.
Com carinho,
Taci Vitti







