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Habeas Corpus: quando uma condenação não encerra a história

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Habeas Corpus: quando uma condenação não encerra a história

A Justiça pode cometer erros. E é justamente a partir dessa possibilidade que começa a história de Habeas Corpus, nova série brasileira da Netflix, que chegou à plataforma nesta quarta-feira (23).

A trama acompanha Inez Franco (Marjorie Estiano), uma professora de Direito e ex-advogada criminalista que deixou os tribunais depois de um episódio traumático. Na universidade, ela decide criar um grupo de revisão criminal com seus alunos e assumir um caso que ainda levanta muitas dúvidas: o de Jonathan (Hypólito), jovem condenado a 47 anos de prisão por um crime que afirma não ter cometido.

Entre os estudantes está Marina (Any Gabrielly), uma jovem brilhante que tem motivos pessoais para se envolver naquela investigação. O que Inez não sabe é que a relação de Marina com o caso é muito mais profunda do que parece. Aos poucos, a investigação passa a revelar conexões entre os personagens e acontecimentos do passado que continuam produzindo consequências no presente.

É nesse momento que a vida profissional e pessoal de Inez se mistura ainda mais. O caso coloca a professora novamente diante de Murilo Villar (Vladimir Brichta), seu ex-marido e antigo sócio, que agora está do outro lado da disputa. Advogado criminalista experiente, carismático e estrategista, Murilo atua na defesa dos interesses de seus clientes e vê a profissão também como um negócio.

A partir daí, Habeas Corpus acompanha dois lados de uma mesma história: de um lado, estudantes e uma professora tentando reexaminar uma condenação; do outro, um escritório de advocacia com interesses próprios e personagens que também possuem suas relações, ambições e conflitos.

A série também amplia sua história para além do caso de Jonathan. As diferenças sociais, o racismo, os privilégios e as desigualdades presentes no sistema de Justiça brasileiro fazem parte da narrativa. A produção é inspirada no trabalho do Innocence Project Brasil, organização que atua na investigação de possíveis condenações injustas.

Com oito episódios, Habeas Corpus combina investigação criminal, ambiente universitário, disputas nos tribunais e conflitos pessoais. A produção é criada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira, com direção-geral de Villaça. Além de Marjorie Estiano, Any Gabrielly e Vladimir Brichta, o elenco reúne nomes como Danton Mello, Natália Lage, Naruna Costa, Marisa Orth, Tato Gabus Mendes, Luiza Gabus e Felipe Ricca.

Mais do que descobrir quem está certo ou errado, a série coloca seus personagens diante de uma pergunta que acompanha toda a investigação: o que fazer quando uma decisão da Justiça pode ter destruído a vida de uma pessoa?

 

Foto: Divulgação Netflix

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